Fazer o site sozinho ou pedir a quem sabe: as contas por inteiro
Montaste móveis com instruções em sueco. Desentupiste canos, declaraste impostos, aprendeste a fazer faturas online. Gerir um negócio pequeno é isto: fazer de tudo um pouco, porque contratar alguém para cada coisa não cabe no orçamento. Por isso, quando surge a questão do site, o instinto é o mesmo. «Eu desenrasco-me.»
E provavelmente desenrascavas. A questão nunca foi se consegues. A questão é se compensa. Porque ao contrário do móvel sueco, o site não vem com todas as peças no saco nem com um desenho a dizer onde encaixa cada parafuso. Vamos fazer as contas por inteiro, sem esconder parcelas de nenhum dos lados.
O que custa fazer sozinho
Fazer o site tem três fases, e quase toda a gente só conta a do meio. Primeiro, aprender: escolher uma ferramenta, perceber como funciona, ver tutoriais, experimentar e desfazer. Depois, montar: escrever os textos, escolher fotos, alinhar caixas, testar no telemóvel, repetir. Por fim, manter: renovações, atualizações, aquele formulário que deixou de funcionar sem avisar. Para um principiante, as duas primeiras fases raramente ficam abaixo de 20 a 30 horas. A terceira nunca acaba. Agora faz a tua conta: se a tua hora de trabalho vale, digamos, 10 €, já gastaste 200 a 300 € do teu tempo antes de manutenção. Se vale mais, pior. Detalhámos esta aritmética no artigo sobre a matemática das horas perdidas.
O que custa pedir a quem sabe
Do outro lado da balança, o plano Selfie: 75 €, pagamento único, com domínio, alojamento e email profissional incluídos no primeiro ano. O teu investimento de tempo é responder a um briefing, o que demora minutos, e enviar fotos e informação do negócio. Nós tratamos do resto. Se precisares de mais páginas, formulário de contacto ou reservas e manutenção incluída, o plano Business fica em 14,99 €/mês. As contas deixam de ser abstratas: minutos teus contra dezenas de horas tuas.
O resultado também conta, e nota-se
Até aqui só falámos de tempo, mas há outra coluna na folha de cálculo: o resultado. Um site amador nota-se, mesmo quando quem o vê não sabe dizer porquê. Tipos de letra que não combinam, fotos com pesos diferentes, espaçamentos irregulares, um botão que no telemóvel foge do dedo. São mil pequenas decisões que um profissional já tomou centenas de vezes e tu vais tomar pela primeira. Fizemos uma lista das 7 armadilhas de quem faz o próprio site, e a maior parte delas só se vê depois de cair lá dentro. O teu site é muitas vezes o primeiro contacto de um cliente com o teu negócio. Se ainda tens dúvidas do peso disso, o guia sobre porque ter um site próprio põe tudo em perspetiva.
Quando é boa ideia fazer sozinho
Aqui vai a parte que pouca gente do nosso lado admite: há casos em que fazer sozinho é a escolha certa. Se gostas genuinamente de mexer nestas coisas, se tens tempo livre que não faz falta ao negócio, se o processo em si te diverte, força. Aprender a fazer um site é um passatempo tão digno como qualquer outro, e ninguém tem de te tirar isso. O problema não é fazer sozinho. O problema é fazer sozinho a contragosto, a roubar horas ao negócio e às noites, para chegar a um resultado que te deixa a encolher os ombros. Se te reconheces mais nesta segunda descrição, as contas já estão feitas umas linhas acima.
No fundo, é a pergunta de sempre: o teu tempo vale mais onde? A atender clientes, a melhorar o teu produto, a descansar, ou a alinhar caixas num editor às onze da noite? Nós achamos que sabemos a resposta. Mas a conta é tua.
Queres ver como ficaria o teu? Conta-nos o que fazes e mostramos-te o teu próximo site. Desde 75 €, com domínio, alojamento e email incluídos.