Quanto custa mesmo um site «grátis»
«Cria o teu site grátis em minutos.» Já viste este anúncio mil vezes. E a tentação é real: tens um negócio para gerir, o dinheiro conta, e se dá para ter um site sem pagar nada, porque não? Abres a conta, escolhes um modelo, arrastas umas caixas. Ao fim de uma noite tens qualquer coisa no ar. Parece resolvido.
Só que «grátis» é a palavra mais cara do dicionário. Estas plataformas não são obras de caridade: se não pagas com dinheiro, pagas de outra forma. E a moeda em que pagas é precisamente aquilo de que o teu negócio mais precisa: a imagem que passas a quem te encontra. Vamos ver a fatura, linha a linha.
O endereço não é teu
No plano gratuito, o teu site vive num subdomínio da plataforma. Em vez de «onomedatualoja.pt», ficas com qualquer coisa como «onomedatualoja.plataformaqualquer.com». Cada vez que dás o endereço a um cliente, estás a dizer duas coisas: onde está o teu site e que não quiseste investir nele. Além disso, o endereço não te pertence. Se um dia quiseres sair, ele fica lá, e todos os cartões, sacos e publicações onde o divulgaste apontam para o vazio. Já explicámos porque é que um domínio próprio muda a conversa toda.
Publicidade de terceiros no TEU site
Esta é a parte que mais gente descobre tarde demais. Nos planos gratuitos, a plataforma reserva o direito de mostrar publicidade no teu site. Um faixa no topo, um rodapé com o logótipo deles, por vezes anúncios mesmo. Imagina a cena: um cliente pesquisa o teu restaurante, entra no teu site e a primeira coisa que vê é um convite para «criar um site grátis como este». Trabalhaste para construir uma montra e ofereceste o melhor espaço dela a outra empresa. De borla.
Um modelo igual a milhares
Os modelos gratuitos são os mesmos para toda a gente. O mesmo cabeçalho, as mesmas fotos de banco de imagens, a mesma disposição que já viste em dezenas de sites. O visitante pode não saber explicar porquê, mas sente: aquilo não parece teu. Parece um formulário preenchido à pressa. E num negócio pequeno, onde a confiança é tudo, «parece feito à pressa» traduz-se em «será que também trabalham assim?». Injusto? Talvez. Mas é assim que as primeiras impressões funcionam.
Sem email profissional
O plano grátis também não te dá um email com o teu nome. Ficas a responder a clientes a partir de um endereço genérico de webmail, o mesmo que usas para as newsletters e para o grupo da família. Um orçamento enviado de «geral@atualoja.pt» pesa mais do que o mesmo orçamento enviado de um email qualquer com números atrás. Escrevemos sobre isso no artigo do email profissional: é um detalhe pequeno com um efeito desproporcionado.
A fatura verdadeira
Soma tudo: um endereço que não é teu, publicidade alheia na tua montra, um aspeto de série e um email de fim de semana. O custo real do site «grátis» não aparece em nenhuma fatura, aparece na cabeça de quem te visita. E ainda há o outro custo, o das horas que passaste a montar aquilo, que merecia um artigo à parte. Spoiler: escrevemos esse artigo.
A alternativa não é cara. O plano Selfie custa 75 €, pagamento único, e inclui domínio próprio, alojamento e email profissional no primeiro ano. Sem publicidade de ninguém, com um design feito para o teu negócio e não para milhares. Respondes a um briefing em minutos e nós tratamos do resto. Se ainda estás a decidir se um site vale a pena, o nosso guia sobre porque ter um site próprio ajuda a fazer as contas.
Queres ver como ficaria o teu? Conta-nos o que fazes e mostramos-te o teu próximo site. Desde 75 €, com domínio, alojamento e email incluídos.