Site no Dia

Porque se desiste dos construtores de sites a meio

Se alguma vez abriste uma conta num construtor de sites e hoje nem te lembras da palavra-passe, este artigo é sobre ti. E antes que penses que é uma crítica: não é. É uma história tão comum que merece ser contada por inteiro, porque quase ninguém desiste por preguiça. Desiste-se por razões muito melhores.

A história começa sempre bem. Uma noite livre, uma promessa de «site em minutos», um café ao lado do portátil. Registas a conta, o assistente pergunta-te o ramo do negócio, e em três cliques tens uma página com o teu nome no topo. Funciona mesmo. O entusiasmo do primeiro dia é real, e é precisamente aí que a armadilha se arma.

A escolha infinita de modelos

Primeiro obstáculo: o catálogo. Centenas de modelos, todos bonitos nas miniaturas. Escolhes um, começas a preencher, e passado uma hora encontras outro que parece melhor. Recomeças. A meio da segunda tentativa, uma dúvida: «e se o terceiro era o certo?». A abundância de opções parece um luxo, mas para quem só quer despachar o assunto é areia na engrenagem. Há estudos sobre isto: demasiada escolha paralisa. No sofá, com um catálogo de modelos, confirma-se todas as noites.

Cada detalhe é uma decisão

Escolhido o modelo, começa a segunda fase, a que ninguém anuncia: as decisões. Que tipo de letra? Que cor no botão? A foto à esquerda ou à direita? O título diz «Bem-vindo» ou vai direto ao assunto? Espaço acima, espaço abaixo, alinhado ao centro? São dezenas de micro-decisões por página, e tu não tens critério treinado para nenhuma, portanto cada uma exige pesquisa, comparação, dúvida. O construtor dá-te todas as ferramentas e nenhuma resposta. É como oferecer uma cozinha profissional a quem só queria jantar.

A vida chama e o separador fecha

Terceira fase: a vida real. O negócio precisa de ti de manhã à noite. As encomendas, os clientes, a contabilidade, a família. O separador do construtor fica aberto no browser dias a fio, como uma tarefa pendurada na consciência. Um dia o computador reinicia e o separador fecha. «Para a semana volto lá.» A semana passa. O email da plataforma a perguntar «precisas de ajuda para terminar o teu site?» começa a parecer um credor educado. Marca-lo como lido.

O pior resultado possível: a página meia-feita no ar

E aqui está o final mais comum da história: nem site acabado, nem página em branco. Uma página meia-feita, publicada num impulso de «mais vale isto do que nada». Um título provisório, uma secção «Sobre nós» com texto de exemplo, um horário desatualizado. Só que mais vale mesmo nada: quem encontra uma página abandonada não pensa «hão de acabar», pensa «será que ainda estão abertos?». A página que era para dar confiança passou a levantar dúvidas. É uma das 7 armadilhas de quem faz o próprio site, e talvez a mais cara de todas.

Não desististe do site. Desististe da ferramenta.

Repara numa coisa: em nenhum momento desta história deixaste de querer um site. Desististe foi de o construir tu, decisão a decisão, em noites roubadas ao descanso. São coisas diferentes. E a segunda tem solução simples: respondes a um briefing em minutos, dizes o que fazes e como queres aparecer, e nós tomamos as decisões todas por ti, das cores ao texto. O plano Selfie custa 75 €, pagamento único, com domínio, alojamento e email incluídos no primeiro ano. Se quiseres ver as contas completas entre fazer sozinho e pedir, estão no artigo fazer o site sozinho ou pedir a quem sabe. E se a dúvida ainda for anterior a tudo isto, o guia sobre porque ter um site próprio resolve-a em poucos minutos de leitura.

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